PR dissolveu parlamento por deputados criarem “espaço de guerrilha” e “conspiração”

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O Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, disse esta segunda-feira, 16 de maio de 2022, que decidiu dissolver o parlamento para devolver a palavra aos guineenses, a fim de estes escolherem livremente, nas urnas, a Assembleia Nacional Popular que querem ter.

Na mensagem à nação, Sissoco Embalo afirmou que a décima legislatura converteu a ANP num espaço de “guerrilha política e de conspiração”, insistindo que os deputados têm conjugado os seus esforços com vista a fragilizar as instituições da República em vez de tudo fazerem para as fortalecerem.

“A crise política que pôs em causa o normal relacionamento institucional entre os órgãos de soberania tornou-se hoje um fato evidente. Com esta crise, esgotou-se também o capital de confiança entre os órgãos de soberania” lê-se na mensagem, para de seguida lembrar que a ANP se auto suspendeu das suas próprias obrigações regimentais, durante a nona legislatura, assim como desenvolveu uma linha de confrontação parlamentar com outros órgãos de soberania.

“A décima legislatura, cujo mandato hoje cessa, estava a fazer o mesmo percurso. Não aprendeu com as lições desse passado que, outrora, não dignificou o Parlamento guineense” insistiu Sissoco Embalo.

Refere-se que o Presidente da República dissolveu no início da tarde desta segunda-feira, a Assembleia Nacional Popular e marcou as eleições legislativas antecipadas para 18 de dezembro do ano em curso, mas manteve em funções Nuno Gomes Nabiam, primeiro-ministro e Soares Sambú vice-primeiro-ministro.