PM Nuno Nabian afirma que relações com o presidente estão boas e normais

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O primeiro-ministro Nuno Gomes Nabiam, afirmou que o seu relacionamento com o Presidente, Umaro Sissoco Embaló, “está bom” e que os desentendimentos foram ultrapassados.

“O meu relacionamento com o Presidente da República está bom. Houve momento de algum desentendimento, o que é normal na política, mas são problemas institucionais, que foram ultrapassados de forma institucional”, disse Nuno Gomes Nabiam.

“As minhas relações com o Presidente estão normais. Ainda ontem (quinta-feira) tive um encontro com ele. Eu compreendi, o Presidente compreendeu. A Guiné-Bissau está acima de nós todos e continuamos a trabalhar com dinâmica para criar condições para o país”, explicou Nuno Gomes Nabiam, quando questionado pelos jornalistas sobre a sua relação com o Presidente.

No final do ano, as relações entre Nuno Gomes Nabiam e Umaro Sissoco Embaló estiveram especialmente tensas, principalmente, quando o primeiro-ministro denunciou, no parlamento, que o Presidente tinha assinado, em outubro de 2020, um acordo de petróleo com o Senegal, sem o seu conhecimento.

O Parlamento guineense acabou para anular, através de uma resolução, o acordo assinado com o Senegal, considerando que é inconstitucional porque o chefe de Estado não tem poder para assinar acordos, mas, apenas, de os ratificar.

Nuno Gomes Nabiam falava à imprensa no final da reunião da comissão permanente da Assembleia do Povo Unido — Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), por si liderado, para começar a preparar o partido para as eleições legislativas de 2023.

“Foi uma reunião de orientação. Algumas situações que ocorreram no passado foram ultrapassadas. Alguns permaneceram no partido, outros saíram. Dia 18 de fevereiro reunimos a comissão política”, disse.

Questionado sobre as orientações dadas ao partido, Nuno Gomes Nabiam disse que o partido vai reforçar as estruturas de base, dinamizá-las para “conseguir o triplo dos deputados” dos que conseguiu em 2019.

Nas legislativas de 2019, a APU-PDGB conseguiu eleger cinco deputados para o parlamento guineense.

“Estamos confiantes, é uma questão de humildade, trabalhar com a população e explicar o que é preciso fazer para o bem da Guiné-Bissau. A primeira coisa é haver estabilidade governativa”, afirmou.