Missão de Estabilização e Segurança para a Guiné-Bissau começa hoje a chegar ao país

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O primeiro contingente da Missão de Estabilização e Segurança da Guiné-Bissau da Comunidade Económica da África Ocidental (CEDEAO) começa hoje a chegar ao país para cumprir um mandato de 12 meses.

Fonte militar disse que o primeiro contingente de 90 militares, num total de 631, entram hoje na Guiné-Bissau a partir da fronteira de Djegue, em São Domingos, norte do país, provenientes do Senegal, onde vão ser recebidos por uma delegação do Estado-Maior General das Forças Armadas guineense.

Devem integrar a força da CEDEAO militares da Nigéria, Togo e Senegal, num primeiro momento, podendo mais tarde ser reforçada por soldados de outros países da comunidade oeste africana, precisou a fonte militar guineense.

Um grupo de oficiais do comando da força já se encontra em Bissau, desde finais de abril, e o grosso do contingente será instalado no Clube Militar, no bairro da Santa Luzia, e no quartel do regimento da Banda de Música, junto ao aeroporto Osvaldo Vieira.

Os chefes de Estado e de Governo da CEDEAO decidiram enviar uma missão militar de estabilização para a Guiné-Bissau, em fevereiro, após o ataque contra o Palácio do Governo, enquanto decorria uma reunião do Conselho de Ministros com a presença do chefe de Estado, Umaro Sissoco Embaló, e do primeiro-ministro, Nuno Gomes Nabiam.

Em fevereiro de 2020, após ter tomado posse como Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, mandou acantonar e sair do país a Ecomib, uma força de interposição enviada para a Guiné-Bissau na sequência do golpe de Estado de 2012 para garantir a segurança das instituições de Estado e dos principais líderes guineenses.